segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Uniforme da PRM deve se adequar aos locais de trabalho.

Sr. Director Antes de mais agradecer a sua boa vontade em mandar publicar esta pequena contribuição, primeiro, para despertar nos gestores da Policia da Republica de Moçambique (PRM) a necessidade de prover meios de trabalhos que se adeqúem ao clima e ambiente em que seus agentes trabalham e depois incitar, os meus colegas funcionários públicos que zelam pela ordem e segurança pública em nosso país, a exigirem condições de trabalho condicentes com as actividades que desenvolvem. A Polícia em qualquer parte do mundo é um dos organismos que contribui para impor a ordem e segurança nacional. No nosso país - Moçambique - a PRM se encarrega por zelar pela segurança dos nacionais e estrangeiros e pela ordem pública nos diversos lugares (estradas, estádios, praias, etc.). Quando estão a desempenhar suas funções, estes concidadãos e colegas devem estar apresentados de forma visível para que em caso de ocorrência de alguma perturbação possam ser solicitados para prestar apoio. O que proponho, com este texto, aos gestores da PRM e ao Ministério do Interior, é algo que vai ao encontro do que vi enquanto gozava o meu momento de lazer na Praia do Tofo em Inhambane. Estava sentado em papo num grupo de amigos e aproveitado o meu recesso laboral numa sombra, quando ao longe vejo dois indivíduos com trajes incomuns para a praia. Naquele sol escaldante de domingo, deviam estar a rondar os 38° C, aqueles agentes da PRM estavam munidos no seu habitual uniforme cinzento e a fazerem a patrulha pela orla da praia. Vi e senti-os sufocados, cansados e transpirados. Parecia que pediam por água e sombra. Alias não tardou que depois foram se refastelar em uma sombra e dai (longe) vigiavam a praia lotada. Alias, Inhambane já esta ao rubro, as praias cheias, o tempo “convidativo” e as festas a acontecerem. Os excessos e transgressões são menores quando estes agentes estão por perto e fazem respeitar as leis e regulamentos nacionais. Voltando ao assunto e de forma mais directa, venho através desta, pedir a V. Excias. do Ministério do Interior e da PRM que pensem em vossos “trabalhadores de campo” no sentido de criarem uniformes adequados para estes estarem a desenvolver suas actividades nas praias. Estamos num país tropical, onde o calor é uma realidade inquestionável e que incomoda até os que estão sentados ou deitados de baixo de sombras nesses locais. Peço-lhes que pensem naqueles que estão a andar nas areias quentes e de baixo do sol. Acredito que não é e nem será difícil criar uniformes oficiais e apropriados ao ambiente das praias e outros tipos de lugares. Esta acção poderá permitir mais auto-estima e melhor desempenho de suas actividades. Creio que um uniforme mais bonito e fresco deixará os colegas mais motivados em desempenhar suas missões. Não sou estilista mas sei que na praça moçambicana já existem muitos e poderão ajudar. Igualmente, podem buscar as experiencias da Policia do Estado do Rio de Janeiro no Brasil, pois eles já adequaram seus uniformes ao clima local. Existem outros exemplos pelo mundo. Espero, com este meu apelo, estar a contribuir para a melhoria do desempenho dos agentes da PRM. Desejo a todos agentes da PRM um excelente trabalho e festas felizes. Bem hajam.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Discurso da guerra e o futuro do turismo no país

SR. DIRECTOR! Antes de mais, devo agradecer a sua boa vontade em mandar publicar esta pequena contribuição, primeiro, pela necessidade de se despertar os políticos nacionais o interesse pela paz e segurança, e, em seguida, para deixar um apelo aos intervenientes do sector do turismo no sentido de buscarem maior envolvimento nas questões políticas actuais, para não verem prejudicados todo o trabalho e objectivos, individuais e colectivos, alcançados. Maputo, Sexta-Feira, 9 de Novembro de 2012:: Notícias Moçambique é um país marcado por momentos em que conflitos armados contribuíram para a actual situação - negativa - socioeconómica. A luta pela independência nacional e a guerra dos 16 anos marcaram a nossa história e possuem parte das responsabilidades no actual cenário de desenvolvimento. O atraso deste país nos diversos sectores é visível, pois somente depois de 1992, com o Acordo Geral de Paz (AGP), buscaram-se as bases reais para o desenvolvimento nacional. Vinte anos depois do AGP, continuam a existir dificuldades de sobrevivência reais. Compactuo com a ideia de que o desenvolvimento de um país não ocorre de um dia para o outro mas não acredito que neste período problemas básicos (transporte, educação, saúde, segurança, etc.) ainda continuam sem previsão de solução por parte de quem governa e sempre esteve a governar. Os conflitos armados citados criaram pobreza, destruíram infra-estruturas importantes, aceleraram o crescimento urbano desregulado, ceifaram vidas, entre outros tantos impactos negativos. De forma contrária e pelo lado positivo nos tornamos um país soberano, democrático e abrimos as portas do desenvolvimento (restrito a poucos) para o mundo. Discursar sobre origens, resultados desses eventos não é prioridade deste texto; deixarei esse discurso para os meus colegas historiadores, cientistas políticos, economistas, entre outros que possuem mais aporte para tal. Procuro aqui sensibilizar os políticos nacionais que, com o actual momento de tensão política a que assistimos, o sector do turismo irá ressentir-se negativamente. Depois de vários anos na senda da recuperação da imagem do país e de mecanismos que possibilitem a integração do nosso país nas rotas turísticas nacionais, volta-se ao discurso da guerra. Este discurso é negativo para o turismo, cria insegurança e “repele” visitas de turistas e investimentos e pode, se efectivado, destruir um dos importantes sectores que o país possui para contornar o subdesenvolvimento nacional. Nos últimos 10 anos em Moçambique, o sector do turismo regista crescimento em termos de chegadas de visitantes internacionais e de maior mobilidade de turistas domésticos; igualmente o número de empregos e de investimentos cresceu. Maputo, Sábado, 10 de Novembro de 2012:: Notícias O turismo é uma actividade que não cresce e nem produz resultados esperados quando existe um clima de tensão no local em que se vai visitar. Este é um fato real e a história de Moçambique comprova isso. Já na época colonial o interesse pelos recursos turísticos nacionais fez chegar turistas e investimentos de diversos países e contribuiu, igualmente, para a criação de parques e reservas nacionais que hoje ainda existem. O advento da guerra “estancou” esse crescimento e dizimou recursos; o Parque Nacional de Gorongosa é um exemplo clarividente dessa triste realidade. Este parque foi afectado pela guerra e muitos recursos turísticos se perderam. Actualmente em fase de reestruturação e projecção internacional, todo o investimento que se tem estado a realizar para que este parque se desenvolva poderá se perder e com isso acrescer mais pobreza e dificuldades dos moçambicanos que se beneficiam com o desenvolvimento deste país. Igual a este parque outros tantos investimentos neste sector podem ser encerrados e/ou prejudicados. O sector do turismo é sensível e vive de imagens positivas das paisagens que se visitam/existem. A diversidade sócio-cultural nacional e a natureza geográfica tornam este país rico em recursos turísticos que possibilitam e criam motivações nos mais diversos tipos de turistas que o visitaram e almejam visitar. Praias, gastronomia, parques, edifícios históricos, etc. compõe o vasto leque de recursos turísticos existentes. Não se pode ignorar o discurso da guerra e pensar-se que existem capacidades de resposta a qualquer tipo de insurgência armada, pois a mínima que seja irá manchar a imagem da nossa nação e, consequentemente, perderemos anos de trabalhos de projecção da imagem do país acolhedor e hospitaleiro com muitas riquezas naturais e culturais para se visitar/explorar. Relatos deste discurso começam a surgir na mídia internacional e especificamente a sul-africana, que é de onde chegam grande parte de visitantes estrangeiros. A propagação desse ambiente de insegurança que vivemos, por meio dos canais de comunicação nacionais e internacionais, influenciará na escolha deste destino e, consequentemente, perderemos o espaço regional e internacional que estávamos a conquistar neste sector. Prezados políticos, senhores membros de governo e demais actores no processo de desenvolvimento nacional e especificamente do turismo, o discurso da guerra deve ser acautelado por um momento de reflexão sobre o que queremos que este país seja e linhas de acção claras sobre quando e como se vai chegar. O governo deve repensar as suas acções, envolver outros actores e, acima de tudo, deve saber ouvir de quem está na verdadeira frente de batalha da vida quotidiana sobre suas limitações que não são poucas. A manutenção da paz e segurança são condições indispensáveis para qualquer projecto de desenvolvimento que existe para este país, e até mesmo para o tão propalado desenvolvimento baseado em recursos minerais de que tanto se fala. Devemos ser cautelosos no discurso da guerra e na sua efectivação sob o risco de nada nos tornarmos nos próximos 20 anos e todos sairmos a perder com esse perverso evento.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Circulação pedestre no Maputo é um caos

Moçambique vive um período de relativo crescimento urbano. Este crescimento tem estado a acontecer sem um prévio acompanhamento das condições necessárias (transporte, saneamento, emprego, educação, etc.) a toda a população que demanda pela “boa vida” das cidades. A cidade capital do país, Maputo, é um exemplo notável de crescimento urbano que se pode verificar nos últimos dez anos no país. Este crescimento, pouco organizado, tem estado a trazer, para a “Cidade das Acácias”, problemas sectoriais sérios, onde a mobilidade urbana, a gestão ambiental e a segurança (em todos os sentidos) se configuram como pontos estratégicos a melhorar no processo de gestão municipal, provincial e nacional. Via de regra, uma capital é a “cara” do país. Quanto mais deficitária e desorganizada ela estiver, maior será a visibilidade pela negativa da cidade e do país. Neste texto não pretendo abordar sobre todos os problemas do Maputo, mas sim busco abordar um problema – o da circulação de pedestres – que se está a configurar como sério no dia-a-dia do cidadão desta urbe.

Deixo, neste texto, um apelo a quem de direito, sobre a necessidade urgente de trabalho educativo e preventivo direccionado aos munícipes e visitantes no sentido de se melhorar a circulação nas avenidas, ruas, passeios, etc. Já se foram os tempos em que se contavam os carros no Maputo e as pessoas podiam circular com menos regras. Hoje, a frota de veículos tem estado a crescer e fica visível que a cidade e as pessoas não estão e estavam preparadas para o abarrotamento de automóveis, pois é lamentável a falta de postura e respeito aos sinais de trânsito por parte dos pedestres. Entenda-se que não pretendo culpar, unicamente, os pedestres pelos problemas do trânsito moçambicano/maputense; este problema é uma parte deles e não pode ser ignorado pelos gestores municipais no processo de desenvolvimento de acções para melhoria do trânsito.

Parte considerável dos cidadãos, no Maputo, muito provavelmente não sabem da função da faixa de pedestres, não respeitam os semáforos destinados a mobilidade humana e muito menos respeita o direito de ir e vir nos passeios da urbe, pois se verifica que estes se transformaram em locais de comércio (i)legal. Esta situação visível e rotineira em Maputo pode (rá) causar danos de diversa ordem, bem como pôr em perigo a vida dos pedestres e dos condutores.

O que se vê e se vive no Maputo, em relação ao assunto aqui abordado, precisa de ser mudado e isso só pode ser conseguido com campanhas de educação mais fortes. Os meios de comunicação e/ou informação devem actuar de forma mais intensa na divulgação das boas maneiras/práticas de se locomover nas rodovias e nos passeios. É raro acompanhar/ver/assistir/ouvir na televisão, rádio, Internet, jornais, painéis publicitários, entre outros, informações/campanhas/sensibilização que eduquem e consciencializem os munícipes sobre as boas maneiras de se locomover. É preciso que se façam informes sistemáticos e mais agressivos respeitando os aspectos da realidade local. A título de exemplo, se existem campanhas publicitárias que ensinam as crianças a lançar pedras, quebrar barras de cimento, etc. para demonstrar a força que determinado produto causa nelas, era de recomendar que se fizessem campanhas capazes de ensinar que crianças inteligentes sabem atravessar as ruas, andar nos passeios, etc.

Outra forma de se combater este mal é a educação e consciencialização sobre o problema, dentro da instituição escola e família, das gerações que estão nos graus mais baixos de ensino e nas faixas etárias mais baixas. Creio que é mais fácil inculcar bons hábitos a quem está em processo de formação do que a quem, em toda a vida esteve habituado a uma rotina incorrecta. Não pretendo dizer que estes não são/serão grupo alvo das campanhas, mas sim que para uma sociedade futura, mais educada/instruída é viável apostar nas pessoas em formação. Este acompanhamento deve ser contínuo e integrado na rotina de vida destes (não deve acontecer somente próximo as datas comemorativas), para que hábitos não se percam no transcorrer dos tempos.

Não menos importante há também a necessidade dos gestores urbanos identificarem novos pontos de travessia nas rodovias (principalmente nas grandes avenidas) para encurtar as distâncias entre uma faixa e outra, bem como manter visível e operacional todo o sistema de sinalização rodoviário, pois, com relativa frequência observa-se a falta de tinta nas faixas e o não funcionamento dos semáforos que autorizam ou proíbem a circulação de pedestres. Um último apelo vai para a educação dos condutores que também devem ser instruídos no sentido de não violarem as faixas de pedestres e respeitar os semáforos para peão.

À Policia de Trânsito/Municipal deve ter um papel importante neste assunto, pois muitas das vezes estes presenciam várias situações de infracção de peões mas mantêm-se indiferentes, direccionando sua atenção unicamente aos condutores de veículos. É importante que sejam educadores constantes de ambos (condutores e peões).

Helsio Azevedo

online:http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1350835/20111221

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Moçambique acolhe Jogos Africanos

Moçambique encontra-se a organizar desde o dia 8/09 os X Jogos Africanos.
Depois da Zâmbia desistir da organização deste maior evento desportivo do continente, a cerca de três anos, Moçambique com muita coragem prontificou-se a organizar o evento. Com dois anos para organizar este evento e apesar de todas as dificuldades e expectativas o evento esta a decorrer na sua normalidade (com momentos altos e baixos) e terminará no dia 18 do corrente mês.
É importante que depois do evento se pense de forma crítica e sensata nos pontos positivos e negativos que este evento proporcionou e bem como se o modelo adoptado de planeamento e gestão de eventos de tal envergadura devem continuar...Espero que tenhamos conseguido pelo menos projectar a nossa imagem a nível do continente com este evento e que se tenha muito atenção ao discurso de que ganhamos infra-estruturas, pois os Jogos Escolares que se realizam a vários anos, mostram que depois dos eventos as mesmas ficam destinadas ao abandono das autoridades públicas. Ex. os campos reabilitados e construidos para os Jogos Escolares na cidade de Inhambane.

domingo, 24 de abril de 2011

Artigo acadêmico publicado em Abril

Prezados leitores,

É com alegria que os comunico que publiquei um artigo na revista Management of Environmental Quality: An International Journal com o titulo: Environmental diagnostic model to support the environmental municipality planning: Case study of Inhambane municipality in Mozambique.

O mesmo poderá ser acedido no seguinte link: http://www.emeraldinsight.com/journals.htm?articleid=1918042&ini=aob

Boa leitura a todos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS NO DISTRITO FEDERAL: uma análise da gestão dos Comitês de Bacias Hidrográficas

RESUMO

Por: Helsio A. M. de A. Azevedo & Raimundo P. Barbosa

Este artigo, resultado de pesquisa bibliográfica, tem como objetivo analisar o Sistema de Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos do Distrito Federal, que a exemplo do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, adota a Bacia Hidrográfica como unidade de planejamento. A pesquisa contemplou a análise de dois universos, o da Legislação Federal e a Legislação do Distrito Federal sobre a Gestão de Recursos Hídricos. O estudo fornece informações sobre a disponibilidade de Recursos Hídricos no Brasil e no Distrito Federal (DF) e adverte que apesar do país possuir um percentual razoável da água doce do planeta, a disponibilidade no DF é baixa. Também demonstra que a Gestão de Recursos Hídricos (GRH) no Brasil e no DF é feita institucionalmente pelos órgãos públicos com base em um conjunto de leis federais e locais (Estaduais, Municipais e Distritais) que adotam os mesmos princípios básicos, favorecendo a aproximação desses dois sistemas de gestão. O resultado da pesquisa demonstrou que apesar do esforço para implantar a legislação que disciplina a GRH nos dois universos, o sistema não funciona a contento porque as instituições, a exemplo dos Comitês de Bacia Hidrográficas (CBH), ainda estão sendo implantados em todo o país. No DF só foram criados em janeiro de 2010 e ainda não estão funcionando e/ou operando.

Mais detalhes sobre o artigo em: http://revistas.ufg.br/index.php/atelie/article/view/13830

segunda-feira, 14 de março de 2011

Os impactos negativos do turismo no município de Inhambane

O turismo é uma actividade sócio-económica que tem vindo a registar, principalmente depois da II Guerra Mundial, um crescimento acentuado a nível mundial que se equipara a indústria automobilística e de petróleo. Moçambique, pela sua natureza geográfica é um dos países que verifica um crescimento considerável do sector turístico. O numero de chegadas de turistas e bem como de investimentos no sector mostram esse crescimento.

Os recursos naturais (praias, montanhas, fauna, flora, outros.) e culturais (história, gastronomia, danças, monumentos, outros.) ajudam a captar investidores e turistas para o país. O município de Inhambane é um dos mais importantes pontos de “captação” de turistas, nacionais e internacionais, que o país possui. A sua diversidade de recursos, motiva a chegada de grandes massas de visitantes que almejam vivenciar momentos de lazer, descontracção, aventura; facto verificado no último verão (Dezembro principalmente), onde cidadãos moçambicanos e de outros cantos do mundo lotaram este município durante a passagem de ano.

Infelizmente, o desenvolvimento da actividade em muitos municípios de Moçambique e neste em particular não tem estado a seguir a planificação integrada, pois começam a verificar-se impactos adversos (negativos) tanto para os residentes locais e bem como para o meio natural. O descaso e desrespeito as leis nacionais existentes ocorre sem que as autoridades competentes consigam intervir no sentido de ninguém sair prejudicado pelo desenvolvimento do turismo. Entre os vários impactos negativos podem-se verificar-se os seguintes impactos para os residentes: a) meio social: custo elevado dos produtos básicos para sobrevivência como alimentos, subida constante de alojamentos (incluem terrenos para construção) e transporte, poluição sonora, proliferação de drogas tanto nas praias e na área urbana, entre outras; b) meio natural: circulação de viaturas e consequente destruição de ecossistemas naturais, mergulho sem fiscalização que poderá estará a ocasionar a destruição dos recifes, proliferação de doenças decorrentes do despejo impróprio de lixo como a malária por exemplo, probabilidade de esgotamento e/ou poluição de recursos hídricos do lençol freático decorrentes do crescimento de habitações e unidades de alojamento descontrolado na área das praias, entre outras.

Espera-se maior atenção de quem de direito para esta questões se quizer-se que o município de Inhambane continue a ser um destino promissor para satisfazer os turistas nacionais e internacionais e bem como os investidores. Cobra-se maior responsabilidade sócio-económica e ambiental dos investidores para garantir que a imagem do destino não se desfigure. Lembrar que esta actividade tem ciclos e fases e se hoje esta em alta sem planificação, poderá estar melhor ainda com a planificação e bem como que poderá entrar em declínio se permanecer o descaso em relação a assuntos cruciais que podem minar este desenvolvimento. É importante que as partes (município, investidores, população local, organizações da sociedade, academia, órgãos representativos do governo, outros) sentem e comecem a dar maior atenção a planificação dos nossos destinos turísticos de modo a podermos tornar Moçambique um destino de excelência na região e no Mundo. Aprender com os erros dos outros que já vêem desenvolvendo, a séculos, esta actividade e não repetir os mesmos erros deve ser a filosofia actual e é importante também saber, no sector público e privado, dar oportunidade e importância, principalmente aos que se qualificam neste sector, pois mais que ninguém entendem as necessidades do sector e os mecanismos de gestão e planificação que podem ajudar a melhorar a situação actual do turismo nacional.